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Está no início, no meio e no fim da obra-ônibus. No início, porque é o vetor projetivo que se funde como conceito ao veículo ônibus. No meio, porque conduz as operações plásticas, os processos de feitura e a configuração do todo. E no fim, porque é uma chave para a apreensão e percepção da obra, um dos seus sentidos ou parte da sua significação.\r\nPara conectar a ideia de carne ao ônibus, foi preciso cobrir o veículo-máquina com muitas camadas de vermelho e forrar todas as suas partes também com tecidos e papéis vermelhos. Mesmo com todas as peculiaridades de um ônibus, o veículo virou uma enorme “massa esponjosa” vermelha, na qual, dentro e fora, transparência e opacidade, porta, janela, capota, chão, teto e banco constituem uma unidade. No letreiro luminoso, indicativo do seu destino, lê-se a palavra “carne”. \r\nCarne quer dizer tecido muscular animal, alimento, coisa-à-venda; e, ainda, a natureza animal ou física do homem. No ônibus CARNE, o bicho-homem se faz um passageiro, para o qual o mundo lá fora, e ele mesmo, são só vermelhidão  (Freitas).\t\t\t\t\t\t \r\n"},{"label":"Material","value":"Ônibus circular desativado da USP;\r\nPapéis vermelhos.\r\n"},{"label":"Técnica","value":"Revestimento"},{"label":"Contexto Cultural","value":"Arte Brasileira"},{"label":"Estilo ou Período","value":"Arte Contemporânea"},{"label":"Subject","value":"Ônibus"},{"label":"Fonte","value":"FREITAS, Douglas de (ed). Carmela Gross. 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